A história da Coreia, marcada por mitos fundadores, impérios milenares, colonizações e divisões traumáticas, segue sendo pouco explorada no Brasil, tanto na educação básica quanto no mercado editorial. Mas isso começa a mudar com Filhos do Céu e da Ursa – A história da Coreia dos primórdios até o século XXI, lançamento do historiador Emiliano Unzer pelo selo Crítica da Editora Planeta. A obra oferece um panorama denso e acessível de uma das regiões mais dinâmicas da Ásia, reunindo política, cultura, filosofia e resistência – confira aqui, em promoção, na Amazon.
Partindo de narrativas míticas que explicam a origem do povo coreano, como a história do deus celeste e da ursa — evocada no título —, Unzer percorre momentos fundamentais da trajetória coreana: a formação dos reinos Koryo e Joseon, o florescimento de uma cultura própria, a invasão japonesa, a Guerra da Coreia e a divisão entre Norte e Sul. Indo além da merda descrição de eventos históricos, o autor constrói uma narrativa crítica sobre como a península enfrentou e sobreviveu a ondas de dominação e conflito, reinventando-se ao longo do tempo.
Doutor em História Social pela USP e professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Emiliano Unzer combina sólida formação acadêmica com escrita fluente e sensível. Sua abordagem considera os aspectos políticos e militares, mas aborda também os processos sociais, as dinâmicas culturais e as relações com vizinhos como China e Japão, em uma perspectiva regional e global.
Em um cenário editorial ainda carente de obras sobre a Ásia — especialmente sobre Coreia —, Filhos do Céu e da Ursa pode ser visto como um livro necessário para pensar uma história que vai muito além dos clichês sobre K-pop ou tensão nuclear. Trata-se de uma introdução profunda e envolvente a uma civilização que, entre tragédias e grandezas, moldou um percurso singular no Leste Asiático e no mundo.